domingo, 23 de agosto de 2009

Leitor


Antes de mais nada recebi dicas de como tornar meu blogue mais popular. Recebi essas dicas de pessoas que com suas capacidades limitadas não entenderam o intuito do blogue. Eu não escrevo para você ler, este blogue é um grande diário que narra às etapas da vida de um moribundo.

Não escrevo coisas bonitinhas, nem poesias alegres, nem gosto disso. Eu falo do gato morto, do moleque de boca suja. Falo dos sentimentos hiperbolizados. Falo do nada, do vazio, da morte, do medo, da solidão. Falo o que der vontade. Falo palavrões. Não falo de Deus, falo do Diabo. Não tenho medo de escrever o que penso, e muito menos de desagradar você.

Eu não tenho o intuito de escrever perfeitamente, com introdução, desenvolvimento e conclusão. Sou um escritor de merda que pensa o que digitar no banheiro e sendo assim dá asas a sua imaginação. Não pretendo manter a concordância, muito menos uma ordem cronológicas dos fatos. Sou escritor de beira de estrada, que para comprar uma caneta teve de vender os sapatos.

Não vou substituir palavras, se merecer não vou usar a forma culta. Sinto falta de ao invés de ouvir calado chamar alguém de filho da puta!

Sou um cara que acabou esquecendo que não se pode agradar a todos, não se pode ser bom para todos. Descobri o que já imaginava. A verdade é que não escrevo para agradar e por isso agrado a muitas pessoas. Sei que se ainda existe alguém que lê estes textos é por que tem um coração puro e admira a verdade.

Chega de hipocrisia, chega de agradar!

Por fim, precisava muito dizer isso, interpretem como quiser.

Matanza!


quarta-feira, 19 de agosto de 2009

História Infantil

Obs: Limpe sua mente antes de ler;

Em um mundo não muito distante
Formava-se um casal
Uma linda fêmea Quero-Quero
Com um formoso pássaro Pica-pau

Os dois se apaixonaram
E passaram a noite no bananal
Resultado: A Quero-Quero ficou grávida
E o pai era o Pica-Pau

Juntaram-se e casaram-se
Mas havia uma confusão banal
Qual seria o nome do filho
Daquele formoso casal?

Resolveram misturar
Uma idéia excepcional
Misturaram o nome Quero- Quero
Com o nome Pica-Pau

E formou-se a confusão
Dentre todas a mais banal
Qual seria o nome do filho?
Quero-Pica ou Quero-Pau?

O pai queria por que queria
Colocar no seu filho o Pau
Mas a Quero-Quero Protestou:
-Quero Pica! É mais legal.

Então se passou o tempo
Nesse mesmo assunto anormal
A Mãe queria Pica
E o Pai queria Pau

E logo a natureza surpreendeu
Quando chegou a hora do parto
O Pica-Pau descobriu que eram gêmeos
E quase morreu de infarto

Mas a natureza muito sábia
Criou um desfeche triunfal
E assim a filha foi batizada "Quero-Pica"
E o Filho "Quero-Pau.'

Gabriel pontes


sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Mais um desabafo sem sentido...

Queridos leitores que ainda perdem tempo com meu blogue, sei que ando meio sumido, mas a vida resolveu pregar uma sequencia de "choques de realidade" bem dolorosos por sinal. Sucessivas perdas e traumas significativos assolam a vida de uma criança que tenta lutar contra a tristeza que sorriu vendo a felicidade partir em um avião rumo ao Rio de Janeiro.

Confesso que me afastei do lado do bem, ou melhor dos valores do bem, deixei que a misantropia, o ceticismo e a falta de fé (não em um ser superior, mas em mim mesmo) me afastasse dos meus sonhos, dos meus anseios e utopias. E o que é um poeta-filósofo se não uma grande aglomerado de sonhos, anseios e utopias? E o que sou eu se não um grande aglomerado fétido de sonhos, anseios e utopias inúteis?

Ouvi dizer que todos os poetas líricos tem um lugar especial no inferno, talvez por serem deprimidos, talvez pelo seu complexo de inferioridade ou talvez Satã valorize a nós poetas líricos mais do que Deus. Por que o ego é de Satã e o desapego do ego para amar somente a um ser divino que não é você é critério de outro egocêntrico, Deus. Mas que inferno é pior do que o inferno dos pensamentos? Aquele que te deixa sem dormir nas noites e te tortura quando esta desocupado? Turbilhões de idéias maquinadas e atordoadas, mas quando organizadas e transcritas para um blogue saem como fezes de um babuíno... É melhor passar um tempo sem escrever e as pessoas pensarem que você é um idiota, do que escrever e elas terem certeza disso.

Ver alguém que amo partir foi doloroso e revoltante, ainda mais por que quando os sentimentos não cabem mais no coração eles transbordam pelos olhos. Hoje é como se tivessem tirado algo muito importante de mim, você era o meu farol e hoje estou perdido.

Por muitos estou sendo desacreditado do que sinto, alegando simplesmente que sou muito novo para amar ou que foi muito pouco tempo para amar. Mas como um dos maiores descrentes no amor confirmo a frase que diz que não importa o tempo que amor dure, mas sim a intensidade com que ele acontece.

...


Novamente encontro-me na mesma misantropia que me afasta das pessoas, na mesma incredibilidade que me afasta dos meus sonhos e da fé que tinha em mim mesmo. Estou desacreditado. Aos 16 anos sou como uma maçã perfeita por fora, mas apodrecendo por dentro. E não há nada que eu possa fazer. Talvez a vida tenha um propósito especial para mim, uma resposta para todas as perguntas e angustias. Ou talvez não. Talvez a vida seja a única esperança que eu tenho ou o único ser mágico que eu ainda consigo acreditar e me abraçar para não aceitar que sou apenas um símio arrogante e infantil, um tolo fadado a loucura proposital.

Por fim, sou um chato entediado que não sabe mais escrever. Desculpem-me.



Gabriel Pontes