sábado, 13 de junho de 2009


Hoje olho no espelho e não me reconheço, o que seria evolução? Não sei responder o porquê de tanta complacência vinda de minha parte. De repente um surto em forma de mulher mostrou-me que a vida não se resumia somente em misantropia, vinhos, livros e tristeza, mas que havia muito mais, muito mais além das muralhas criadas pelo tempo, calejamentos que se tornaram armaduras quando o assunto era sentir. É claro que continuo sem acreditar no sentimento como algo que não se pode explicar, e eu mesmo não me dou ao luxo de ser feliz ou amar, mas hoje reconheço que estou muito satisfeito com minha vida.

Passo a passo me dou uma oportunidade diferente de ser algo diferente, isso acontece quando chego à conclusão de ser uma coisa só torna-se tedioso e satura, passo a ser como todos que são diferentes. Igual. Vivo hoje em dia de uma forma diferente, sempre experimentando coisas novas, um momento de conversa sobre algo fútil, um dia perdido num clube e AMIGOS.

É tão estranho falar sobre isso que me sinto traído por eu mesmo, amigos eu conto nos dedos, mas é bom tê-los do meu lado. Pessoas em quem eu posso "confiar" e dividir a cruz que é viver fora do seu tempo (Quem passou por isso ou passa sabe como é) Nitz dizia que alguns filósofos nascem póstumos. Cheguei a conclusão que não se pode evitar a todos, fugir para que se nada se deve? Até mesmo na natureza os animais se livram do seu exoesqueleto para poderem crescer. Acho que estou me livrando do meu. Amadurecimento? Quem sabe. Bom, isso já era de se esperar.

Mas como citei no blogue [Carioteca] eu não acredito na mudança quando se fala em ser humano, assim como sei que eu não mudei, mas sim me dei oportunidades. A grande verdade é que me adaptei a um mundo diferente, diferente do que existia dentro da minha cabeça alimentada pelo meu egocentrismo.

Sei que sou um sarcástico infeliz, mas posso dizer que não sou o mesmo infeliz (isso não foi uma ironia).

Quando nos encontramos perdidos caminhando por uma estrada cheia de espinhos o destino, deus, G-zuis, a vida, o Bob Esponja, nos manda alguém que mostre que as coisas são 'um pouco' diferentes do que costumávamos acreditar. Essa pessoa para mim veio em forma de mulher em forma de amor (?). Mas assim como sei que só nos somos responsáveis por nossos atos ela irá embora levando com ela um pedaço de mim, que talvez para ela não tenha nenhuma serventia, mas o pedaço dela que em mim irá ficar continuará abrindo minha mente de forma que ela nunca mais venha a ter o mesmo tamanho. E assim foi permitido tornar um símio monoteísta oligofrênico desprovido de qualquer sentimento superficial em um desprezível humano.
Mas como? Um desprezível humano?

Quando aceitamos que somos humanos e estamos dispostos a cometer erros, que estamos dispostos a chorar, a rir, a ouvir alguém e ser ouvido damos um passo rumo a ''evolução''. Se auto intitular deus de si achando que é frio demais para chorar, inteligente e sábio demais para cometer erros, triste demais para sorrir é burrice.

Só queria entender o que estou passando, essas adaptações mexem muito comigo, mas ao contrario do que sempre fiz não vou recuar, não vou entrar na caverna mais fundo. Vou contra sol de braços abertos a mostrar o quanto eu sou forte, mesmo sabendo que posso me queimar.



Gabriel Pontes

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Filhos da Puta



Sem moral e sem sentido
Tudo erro de conduta
Políticos mal intencionados
São todos filhos da puta!

Sem vergonha e dignidade
Mídia fajuta
Jornalistas corruptos e cúmplices do governo
São todos filhos da puta!

Religiões exploradoras
Lavando a mente de gente matuta
Autarquias do comércio de almas
São todos filhos da puta!

Complacentes com o erro
Que não sai nas ruas a luta
Pseudo revolucionários com Marx estampado no peito
São todos filhos da puta!

Doutores e mestres
Arrogantes por dominar a forma culta
Não tem se quer uma vida sexual saudável
São todos filhos da puta!

Músicos, se é assim que podemos chamá-los
Não sabem nem o que é uma nota diminuta
Criam melodias pobres e letras fulas
São todos filhos da puta!


Gabriel Pontes