sexta-feira, 24 de abril de 2009

Olá.

Olá meus leitores, eu não gosto de vocês; Mas gosto de escrever para vocês lerem. Ultimamente estou sem criatividade para escrever, por isso relatarei através de poesia um acidente que vi. A furiosa maquina humana de 300 cavalos contra um felino irracional.




E na rua de pedras batidas
Havia um carro a se aproximar
E como se sentissem em um ato de despedida
Estavam dois gatinhos a brincar.

Um deles brincava alegremente
Aproveitando sua existência e a vida
Sem saber quanto sangue iria derramar seu irmãozinho
Naquela rua de pedra batida.

Enquanto o carro se aproximava
A uns 40km/hora
O gatinho viu então
Chegar a sua hora

Assustado com o barulho do carro que vinha
Para o outro lado da rua correram assustados
E ali estava a fatalidade
Deu para ouvir os estalidos e os estralados.

Eles correm uma trás do outro
Mas o ultimo gatinho foi forçado a parar
Quando viu a primeira roda do carro
Por cima do seu irmãozinho passar

E como se não bastasse presenciar isso
O gatinho pulou assustado para trás
Vendo a roda de trás do carro
Esmagar seu irmãozinho ainda mais

Mas se não bastasse para Deus
O sofrimento que o gatinho sentia
De ter seus ossos quebrados
Ele entrou em espasmos e convulsões por agonia

Espasmos tão fortes
Que seu corpo começava a quicar
Enquanto agonizando o gatinho lutava
Para sua vida salvar

E nas contorções violentas
Jorrava sangue pela boca quebrada e torta
Quando a mais dura imagem percebeu
Notou que seu olho estava fora da orbita

E nos últimos momentos ele viu
Um jovem ao seu lado presenciar sua agonia
Parado ali olhando
O gato que se contorcia

Depois de uns 15 segundos ou mais
O gato parou de agonizar
Olhando para o garoto estranho
Que então se virou e começou a se afastar

Diante das dores
O gato então desistiu
E naquela rua de pedras batidas
Da vida ele se despediu.

Foi quando seu dono chegou, era uma criança
Que mesmo com o gato amassado, morto na carne crua
Com as próprias mãos ele tristonho
Tirou o gatinho do meio da rua

Colocando-o no canto
Para quando o lixeiro passar
Vendo que a vida era tão frágil
Que para morrer era só vivo estar

E o estranho garoto?
Era um poeta sem sentimentos
Que viu na agonia e morte do gato
A verdade sem lamentos

A verdade
Que ele apenas queria para os amigos mostrar
Que muitas vezes a gente ri
Para com pena não chorar.


Gabriel Pontes.



O outro ponto de vista da História:
Uma amiga presenciou a minha pessoa vendo o gato sendo atropelado e me deixou isso no orkut, fazendo um paralelo por eu nunca responder seus screps e muitas vezes apagá-los sem responder.*

Olá, eu gosto de você. :D eu gosto de te mandar recadinhos. Mesmo sabendo que você vai apagá-los... que você vai passar por cima deles como aquela mulher passou por cima do gato.. que você vai esmagar minhas palavras como ela esmagou o estômago daquele felino... essas tão lindas frases que teimo em colocar pra fora que nem ficou o olho daquele gato.... mas mesmo assim eu gosto de você como aquele menino gostava de seu gato... a prova é tanta que eu pegaria em você como ele pegou o gatinho dele, se você estivesse morto e com o olho esbugalhado... e ainda ficaria admirando seu sorriso satisfeito por ter visto o exato momento do atropelamento.... por ter visto o pobre morrer sem ter culpa, por ter sentido o sangue correr nas veias, ao estar tão próximo daquele ser quase sem vida e ter vontade de... ajudar? socorrer? gritar? pegá-lo no colo e fazer com que os últimos segundos dele sejam felizes?





que nada, FALA sérioooo, ele queria mesmo era rir....

Larissa (Lala ploc)

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Por ti

Numa tarde nublada e fria
Um namoro a acabar
As bocas pediam para ir embora
Mas os olhos imploravam para ficar

Metade de mim queria ir
Metade de mim queria ficar
Metade de mim foi com ela
E metade dela em mim irá ficar

Agora me sinto angustiado
Por isso venho a escrever
Talvez eu tenha jogado a oportunidade de ser feliz
Por um sem sentido medo de sofrer

Isso nunca aconteceu comigo nessa intensidade
Mas sabíamos no que iria dar
Metade de nós queria ir embora
Com a condição de nunca mais voltar

A decisão mais difícil que tomei
Tomei, só isso que fiz
E na sua voz de menina ela sussurrou
-Gabriel, você tem medo de ser feliz.

O meu medo da mudança
Era a barreira que nos impedia
Mas eu não queria privá-la de sua vida
Privá-la de sua alegria

Ela é tão bonita e tão simpática
Tão agradável, tão feliz
E eu tão seco, tão frio
Não sei como ela me quis

-Eu fico pensando às vezes..
Ela iniciou olhando a chuva cair em volta
E baixando a cabeça afirmou:
- Ou tu és muito triste ou é um completo idiota.

E neste momento sinto um vazio
Por que essas coisas tendem a acontecer?
Com as pessoas que são opostas
E que tendem a se envolver?

Eu passo as horas pensando
O que ela está a fazer
Se ela quer me ver agora
Ou se esta melhor sem me ver

E durante minutos ficamos parados
Um olhando para outro tristonho
Nenhum dos dois queria que acabasse
Aquele tão louco e real sonho

Eu vivo nessa prepotência estúpida
Achando ser superior por "não sentir"
E me vejo deprimido
Por que nunca mais terei a ti

Me desculpa!
Foi o que escapuliu de mim sem querer
Por que ali está mais um coração partido
Pelo Jeito Gabriel Pontes de Ser!

Sou um destruidor de corações
Não bastou destruir só o meu
E involuntariamente eu me afastei
Do meu pequeno amor, do pequeno amor meu

E agora os dias mais vazios
Tendem mais vazios ficar
Por que te perdi
Por que eu queria ficar

Por que joguei fora
Por que tive medo
Por que fui fraco
Por que fui simplesmente eu

Maldito seja

Gabriel Pontes

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Reflexão.


Hoje dia 08/04/2009 completo meus 16 anos. Parei para pensar e logo venho escrever. Não sei descrever no que me tornei. Lembro que nos meus 12, 13 anos eu era um revolucionário, acordava todos os dias alegre e sorridente, pois acreditava que meus atos poderiam mudar o mundo.

Acreditava que o Marxismo era a explicação para a extinção do sofrimento do mundo e era todo cheio de mim ao dizer os que "sabia" sobre o Capitalismo e o Socialismo. Estudava filosofia feito louco mesmo sem entender e me vangloriava de ser diferente. Saudava a vida como o símbolo máximo da liberdade e me sentia feliz ou melhor completo. Um dia fui alguém que se revoltava com o que via nos jornais, que tinha muitos amigos, que jogava bola no campo, que perdia conversas com discursos elaborados na hora sobre o que fazer para melhorar o mundo.

Acreditava no amor, acreditava que não existia coisa melhor do que amar. Acreditei que tinha amigos de verdade e para sempre. Acreditei que tudo aquilo que sonhava poderia se tornar realidade. Era extrovertido e brincalhão, participativo, sorridente. Esperava ansioso pelo natal para ganhar os presentes do Papai Noel (sim acreditei até os 13 anos), e ficava contando as semanas para meu aniversário chegar, minha mãe fazer bolo e eu chamar todos os meus amigos.

Mas sem muita explicação a Duvida Racional se instalou vagarosamente como um vírus e foi pela minha corrente do pensamento até atingir meu coração, o que o tornou só um músculo involuntário que pulsa sangue. A dúvida me tornou descrente, hoje é só mais um dia, não quis festa (apesar de uns amigos terem feito), me afastei dos amigos, não acredito no amor, não acredito na felicidade, não acredito no sentimento ou sinto menos.

Este vírus me tornou anti-social, introvertido, arrogante, prepotente, orgulhoso. O racional me separou do sentimental, me tornou frio, me tornou incrédulo, me tornou um monstro.

Hoje eu sei que não é tarde para mudar, mas a mudança é algo que eu temo mais que tudo. Só de pensar que eu poderia ser diferente assusta.

Uns me dizem que eu tenho medo de ser feliz, que tudo isso é para compensar uma carência. Outros dizem que isso é uma transição para a maturidade. Minha cabeça está confusa e estou ficando deprimido. Os crentes dizem que Deus tem um plano para a minha vida. Eu duvido. Sou o senhor do meu destino, o capitão da minha alma e o que será feito dessa passagem em diante serei eu o causador.

Este vírus roubou meu sorriso, roubou meu bom senso, meu medo da morte.

Encontrei em Nitz e Schopenhauer a porta para o que interpretado erroneamente está me levando ao fundo do abismo. Uns dirão que isso é coisa de emo. Não. Não sou um completo imbecil, não vou ficar chorando pelos cantos, sou racional e sei que um dia encontrarei as respostas para o que eu procuro. E não será na religião, não será no mundo, não será em Deus. Será em mim?

Eu sei que eu tenho uma missão, ser bombardeado por conhecimento sem preparo tem seu preço. A razão me tirou o sentimento, o medo do sofrimento me levou o amor, a duvida me levou a fé, e a falta de fé me levou Deus.

Eu não sou covarde, mesmo sendo pesada carregarei essa cruz, mas espero algum dia acordar e acreditar que aquele dia será bom e que o outro dia será melhor, espero recuperar minha razão de levar a vida de uma forma mágica, não somente como uma monotonia que se resume em rotinas.

Espero um dia escrever uma reflexão onde diga o quanto estava errado em não acreditar nas coisas da vida e o quanto perdi tempo nesse mundo racional-radical e quando esse dia chegar esse blog será excluído. Eu apagarei todas as lembranças dessa fase para ser um recomeço, La Solitudine terá um fim. Mas até lá tudo ficará aqui guardado, nas lembranças de uma alma antiga e angustiada aprisionada no corpo de uma criança.

Gabriel Pontes

Quero


Quero dizer que sou feliz
Quero dizer que tenho medo
Quero dizer que sou fraco
Quero dizer que amo
Quero dizer que sinto
Quero dizer que minto
Quero dizer que creio
Quero dizer que preciso
Quero dizer que não tenho razão

Quero pedir que fique
Quero pedir que me compreenda
Quero pedir um abraço
Quero pedir uma demostração de carinho
Quero pedir uma companhia
Quero pedir desculpas

Quero não temer a vida
Quero não temer ser feliz
Quero não temer ficar com alguém

Mas infelizmente é tarde demais...

Gabriel Pontes


sábado, 4 de abril de 2009

Jesus e Eu.




Ao longe bem lá na frente
Havia um homem a me esperar
Com uma paz no semblante sorridente
Intrigante a me observar

Fui de lado meio fugindo
Daquela estranha observação
Sobre sua roupa tinha uma faixa
Com um nome dourado bordado a mão

E quando fui me aproximando
A sorrir me esperava
Com um livro aberto na mão
Com a aparência que eu me familiarizava

Como se já o tivesse visto antes
Cabelo grande, barba e uma compaixão no olhar
E quando percebi nesse instante
Eu não pude acreditar

Aquele homem barbado
Tinha duas chagas na mão
E na faixa havia escrito
"Aqui é Jesus Cristo sua salvação"

E assim me emocionei
Ele então me deu a mão
Mas no mesmo instante eu a larguei
Por que para os descrentes não existe salvação.

Gabriel Pontes