
Travo uma batalha violenta com meus pseudônimos, já não sei o que sou e o que eu quis aparentar ser. O que aparentemente era controlado por mim se perde, envolvendo-me na carapaça da arrogância e do egocentrismo. A vida volta-se ao pensamento, ao questionamento, dói, e o medo impera novamente.
Sou como uma criança que quando leva a segunda palmada da mãe no mesmo lugar percebe que não dói tanto quanto a primeira, pois fica dormente e foi assim (dormentes) que deixei meus sentimentos perante as palmadas dadas pela desilusão. Sempre quis acreditar que estava encima do muro e hoje vejo que tudo que eu fiz foi, lá de baixo, me imaginar e agir como se estivesse encima dele. Sou um hipócrita que vive num mundinho fantasiado cheio da necessidade de se afirmar. Sou escravo do próprio medo, sou covarde.
Sei que nesse momento chego a um ponto do caminho que vejo quatro portas.
A que está atrás de mim me leva a retrocedência, desistindo assim de tudo que um dia fiz, de todos os livros que li, do "conhecimento" que adquiri. Voltando a ser mais um adolescente alienado que vive para a TV e não está nem ai para o mundo.
A que está ao meu lado direito é a porta da genialidade, a que me recompensará por todos os entraves do seu caminho árduo e difícil, eu serei aceito pela massa e os guiarei para algo melhor (ou pior?). Mas quantos amigos e experiências terei de deixar para seguir esse caminho? Quantas noites perderei lendo livros?
A que está a minha esquerda é a porta que me leva a loucura (sinto forte atração por ela), que me recompensará por todos os entraves do seu caminho árduo e difícil, mas em contradição com a porta a minha direita eu não serei aceito pela sociedade (isso importa?).
A que está a minha frente tem uma tranca, uma tranca chamada medo cuja chave está em meu peito, essa porta é aporta do desconhecido que me levará a qualquer quanto, a qualquer caminho. Uma pessoa melhor? Uma pessoa pior?
Fazendo o balanço geral dessas portas sinto que não sei qual escolher, até quando viverei fugindo, ou escolhendo essas portas? Será que tem volta?
Mas nesse momento o único portal que vejo que tenho que atravessar é o do meu mundinho cercado de sombras, sombras da realidade distorcida (adaptadas?), livre-me das algemas do medo e do pessimismo e sair dessa caverna que me aprisiona. Queria eu que fosse tão fácil assim.
terça-feira, 12 de maio de 2009
Reflexão.
Gabriel Pontes
Vivido por Gabriel Pontes às 1:08:00 PM
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2 Comentários:
Bom, isso me lembra o mito da caverna...
"Imaginemos um muro alto separando o mundo externo e uma caverna. Na caverna existe uma fresta por onde passa um feixe de luz exterior. No interior da caverna permancem seres humanos, que nasceram e cresceram ali. Ficam de costas para a entrada, acorrentados sem poder locomover-se, forçados a olhar somente a parede do fundo da caverna, onde são projetadas sombras de outros homens que, além do muro, mantêm acesa uma fogueira. Os prisioneiros julgam que essas sombras eram realidade. Um dos prisioneiros decide abandonar essa condição [...]
A princípio ele se cega com a luz, mas aos poucos se acostuma com ela. Empolgado, resolve voltar e contar aos outros prisioneiros, mas é morto por eles."
Gabriel, experimente coisas novas :D
Sem querer aplicar uma psicologia barata... O que você tem mais vontade de fazer, mas nunca fez?
é incrível, depois de tantos anos se formando..se criando...se inventando..
adquirindo conhecimento e tudo mais...
vc se vê asism, tão monstro de si mesmo...
talvez vc se pergunte muito o que seria se tivesse feito a sua vida de outra forma..
bom vou te dizer uma coisa, existe milhares de tipos de pessoas que estou imaginando agora que eu iria querer que vc não fosse...
mas não consigo imaginar nenhuma que seja melhor que vc, pra que eu queira que vc mude.
é minha opnião...
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